Uma noite que merecia ser apagada...

janeiro 26, 2011

Sua melhor roupa. Seu melhor sapato. Seu tempo gasto em horas se arrumando e agora, ela volta para casa com seu par de sapatos nas mãos e seu delineador borrado, não mais de felicidade e sim de choro.

Ela sabe que não é o efeito dramático de sua taça de stanhareger com cerveja ou puro sentimentalismo de mais um sábado quase de manhã após uma noite inteira na balada cheia de famosos, bebidas e cigarros. É simplesmente o efeito do conflito entre sua razão e sua emoção. Sua razão sabia que iria terminar assim, mas sua emoção só agora entendeu que é tarde. Não resolve chorar ou se lamentar. Aconteceu. 

O relógio acelera, o tempo voa e ela não se dá conta de nada mais. Aquele ponto de taxi vazio em plena 5 horas da manhã lhe dava medo e havia alguns tontos rodando a rua sem parar. Um turbilhão de pensamentos lhe corria na cabeça e ela via suas expectativas desmoronarem e seus desejos se tornando reais para outras pessoas cada vez que se lembrava de tudo que aconteceu às exatas 01h35min da manhã.

Aquela música, aqueles rostos e aquela sensação vergonhosa ficariam pra sempre. E neste momento, ela só precisa de um jeito de amenizar as coisas porque concertar tudo isso... Ela sabe que é impossível.

Por fim, ela se sentou embaixo daquela placa de ponto de taxi na esperança de que nenhum bêbado viesse mexer com ela e que um carro logo aparecesse. Ela sabia que não tinha mais nada a perder aquela noite. Sua moral e seu respeito haviam sido jogados ralo abaixo como água que escorre entre os dedos de alguém. Por hoje ela só queria curar a ressaca e pensar em um jeito de salvar o resto de amor-próprio que ainda restava.

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