Por um amor sem dependências

Jamais deixe seu amor cair no abismo da subordinação. Se eu pudesse dar somente um conselho aos apaixonados, eu diria exatamente isso: não se torne escravo do amor que você sente e nem da pessoa a quem você dedica esse amor. Às vezes esse tipo de coisa é bem claro, mas às vezes não. Existe uma linha tênue entre amar e depender, e, por favor, não queira estar na segunda opção.

Eu sempre acreditei que o amor talvez nos deixasse um pouco cegos, uma cegueira boa, algo assim e nada que devesse nos atrapalhar. Mas acontece que às vezes perdemos parte desse controle. Aquela visão que deveríamos dividir com o outro, às vezes deixamos na mão de somente um e uma hora, os problemas começam a aparecer. No começo, nada pode estar errado, afinal é uma forma de amar também, mas o tempo passa, a realidade começa a bater na porta e algumas verdades começam a doer, e, exatamente nessa parte, é que você percebe o que está fazendo com todo seu amor: se é você que o guia ou se você é guiada. Não quero dizer para não sermos intensos ou para não nos entregarmos de verdade. Ser intenso é bem diferente de não ser cauteloso e devemos sempre estar em primeiro lugar na nossa cabeça. Não deixe que outra pessoa tome o lugar. 

Eu sempre acreditei que amor foi feito para dividir de modo que ambas as pessoas permanecessem vivas na relação e não um eliminando o outro. Se subtrair diante de alguém não é saudável e isso não mantém um relacionamento por muito tempo. Uma hora, o sofrimento vai chegar e acabamos descobrindo que este não é o caminho da felicidade. Amor que é amor trás soma e não complemento. Amor que é amor não sobrevive sozinho. É preciso paciência, dedicação, confiança e muita vontade. A dependência é como aquela erva daninha que destrói pouco a pouco o seu jardim. Não deixe que ela cresça e antes de tudo, ranque o mal pela raiz. 

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