Palavras de uma mente confusa

março 02, 2011

E toda essa insuficiência existencial me persegue a ponto de me fazer quase entrar em desespero cada vez que eu não sei mais o que pensar de tudo isso. Vontades? Carrego um turbilhão dentro de mim, mas eu simplesmente não sei o que fazer com cada uma delas. Vazio de um lado, dúvidas do outro e aquela luz no fim do túnel que ainda me faz querer prosseguir. Aquela luz que quase me cega de tão mínima, mas que não me faz perder o foco.

Sou capaz de ouvir cada sentimento dando um leve eco nesse túnel. Ecos que me parecem intermináveis, assim como cada momento tem se tornado. É como se ainda assim eu sentisse tudo oco, se é que eu realmente estou sentindo algo.

O mundo me ensinou a me “auto-anestesiar” e a situação chegou a um ponto onde eu prefiro observar tudo de longe, enquanto finjo que não é comigo. É, é só fingir mesmo. Porque no fundo, eu sei que tudo aquilo me pertence de um certo modo, mas eu prefiro deixar assim até me recompor de modo a erguer a cabeça e continuar sorrindo. E sei que estou quase lá.
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